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Aeroporto
Sant'Ana

BAIRRO:
Cará-cará

Inaugurado em 1949 com pista de terra, o Aeroporto Sant’Ana marcou o início da aviação em Ponta Grossa. Posteriormente pavimentado, passou por ampliações e reformas, recebendo o nome de Aeroporto Comandante Antônio Amilton Beraldo. Em 2016, voltou a operar com linhas regulares e, após nova descontinuidade, teve seu último voo comercial em 2025, recebendo atualmente novas obras.

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Aline Alcântara

32 anos - auxiliar administrativo

 

"Conheci o aeroporto no dia 15 de setembro. É um lugar de liberdade. 
Pude ver aviões, helicópteros de grande porte do exército, da polícia, etc. Aviões antigos usados pela polícia, além de um caminhão tanque do exército brasileiro."

Angela Cristina Wisniewski Ferraz

36 anos - autônoma

 

"Lembro de ir todos os anos quando a Esquadrilha da Fumaça vinha fazer apresentações. Foi a primeira vez que andei de avião desses de pequeno porte que cabe 5 pessoas. Foi lindo ver as casas e as árvores bem pequenininhas."

Anelise Safraide

30 anos - atendente clínica

 

"Conheci meu marido neste lugar. Desde então, estamos juntos há 12 anos de casados, temos 2 filhos. Um deles, o Miguel, que tem 10 anos."

Joramir Batista Pontos

65 anos - do lar

 

"Conheci o aeroporto quando meus filhos eram pequenos. Ele representa toda a infância dos meus filhos, que ficavam correndo e brincando lá.  Tenho uma história marcante. Estávamos andando de bicicleta, os 3 filhos e eu, eles tinham entre 7 e 8 anos. Eu caí de bicicleta, fui para o meio do mato, e os três vieram me socorrer. Foi muito divertido."

Taisson Julio Marques

31 anos - lavador de veículos

 

"Conheço o aeroporto desde quando tinha 7 anos e comecei a aprender sobre lugares e coisas. Ele representa meu início de trajetória na aviação. Em 2020, com 26 anos, entrei em uma empresa de manutenção de aeronaves, onde obtive conhecimento sobre como funciona e como se faz uma manutenção em uma aeronave e quais procedimentos são necessários para a segurança do vôo."

Edmilson Ruan Ferreira Maciel

32 anos - coordenador de operações

 

"Com 2 anos, morei na rua Navalto, no Cará-Cará, até os 24 anos. Essa rua fica com a visão total do aeroporto Sant’Ana. É minha lembrança da infância. Lembro dos saltos de paraquedas, Esquadrilha da Fumaça, pouso dos aviões dos cantores quando tinha show em Ponta Grossa. Também me recordo quando retornava da escola com o ônibus do Cará-Cará, que, em certos horários, passava a deixar passageiros."

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Giovani Bassani de Ramos

30 anos - pintor de aeronaves

 

"Conheci quando eu fui ao rio que fica atrás do aeroporto. Antigamente, a gente passava pelo aeroporto para chegar ao rio que fica na parte de trás. Foi quando eu conheci esse lugar. Quando eu era criança admirava os aviões e agora trabalho em um dos hangares dentro do aeroporto. Uma lembrança boa era quando a Esquadrilha da Fumaça fazia suas apresentações ali no aeroporto e também tinha paraquedas."

Eridiana F. Quintino Neves

36 anos - recepcionista

 

"Quando era criança, sempre que vinha a Esquadrilha da Fumaça no aeroporto a família toda se reunia na casa da minha avó, que era próxima. E de uns anos para cá, mesmo sendo em outros lugares, levo minhas filhas e vem aquela lembrança de saudades da infância. Me faz sentir sempre como se fosse a primeira vez, é uma alegria."

Daniel Marlini de Mello

69 anos - aposentado

 

"Meu primeiro emprego em Ponta Grossa foi no aeroporto, em 1976. Uma vez fui convidado à fazer um passeio de avião e tive a oportunidade de ver a cidade de Ponta Grossa de cima. Como foi a primeira vez e a única oportunidade de voar, essa memória ficou gravada."

Janine Aparecida Vasco

34 anos - administradora

 

"Quando eu tinha 7 anos, eu e minha mãe fomos convidados à andar de avião pela primeira vez no Aeroporto Sant'Ana. Foi uma experiência incrível, isso ficou na memória, marcou nossas vidas."

Patrícia Belucce Oliveira Rosa

39 anos - do lar

 

"Era época da MünchenFest, eu era fã da dupla Edson e Hudson. Eles vieram para a cidade de avião e eu fui até o aeroporto para ver eles de perto. Foi muito emocionante viver esse momento. Tenho a foto com a dupla até hoje."

Willian Apolinávo Fernandes

35 anos - analista de logística

 

"Lembro de ir no aeroporto em um evento de amostra histórica da aviação, onde tivemos o prazer de conhecer diferentes modelos de aviões e helicópteros de diferentes épocas. Nesse dia pude aproveitar com minha família um passeio diferente."

Edmar Luiz de Matos Posta

62 anos - aposentado

 

"O aeroporto representa a mudança na minha vida como um todo. Comecei a trabalhar com registro ali e aprendi ter caráter de investidor. Esse lugar representou o começo e um aprendizado para minha vida, a dar valor para estudo e trabalho. Um momento marcante foi quando eu voei de avião pela primeira vez. Trabalhei na Varig durante 3 anos."

Caroline Hartleib

30 anos - do lar

 

"Quando era criança, meus pais tinham o costume de levar eu e minha irmã até o aeroporto para ver os aviões, assistir a apresentação da Esquadrilha da Fumaça e dos paraquedistas."

Caroline Roth da Luz

28 anos - assistente comercial

 

"Eu conheci o aeroporto Sant’Ana na infância, pois morava próximo e sempre passava por lá.  Todas as vezes que ia para o centro da cidade com minha mãe o ônibus fazia o retorno pelo aeroporto.  Algumas vezes era aberto ao público a visita para conhecer as aeronaves. Sempre que podia, nós passávamos lá."

Ciliane Elzionode

35 anos - diarista

 

"Quando era criança, era muito fã da dupla Sandy e Junior e eles vieram para Ponta Grossa fazer um show, e desceram no aeroporto de avião e eu tive o privilégio de conhecer a dupla. Vai ficar para sempre na minha memória."

Alison do Amaral

produtor radiofônico

 

"Lá era um local onde muitas famílias se reuniam nos finais de semana para fazer piqueniques. As crianças aproveitavam o dia andando de bicicleta por ser um lugar espaçoso. Não tinha praticamente nada lá na época, se viam alguns pousos e decolagens de aviões pequenos, que aprendi a chamá-los de teco-teco — não sei se é o nome correto. E foi no Aeroporto que aprendi a andar de bicicleta, ainda com rodinhas, em meados de 1992, acredito."

Redson Barros

@redsonbarros

 

"Bons tempos de Aeroclube, onde o pessoal lotava o gramado pra passar o domingo, na melhor mistura entre aeronaves, automóveis e pessoas. Infelizmente, hoje virou um "Aeroporto", quase inútil, uma decepção total, nem as aeronaves decolando no final da curva se vê mais."

Diego Rafael Rodrigues

42 anos - militar

 

"Sou paraquedista há quase 20 anos, e já saltei em vários lugares, mas meus primeiros saltos foram no Aeroporto Sant'Ana, em 2007. Me empolguei assistindo quando era criança e saltei logo que pude, quando tive idade para isso. O incrível é que minha irmã mais velha, Caroline, empolgada com meu primeiro salto, também fez o curso de paraquedismo e também fez os primeiros saltos dela no Aeroporto Sant'Ana. Já chegamos até a saltar no mesmo dia, para o 'desespero' de nossos pais."

Eric Luiz Delgobo

34 anos - economista

 

"Eu sempre fui aficionado por aviação desde pequeno e ia anualmente nos shows aéreos que faziam, além das apresentações da Esquadrilha da Fumaça. Lembro que o meu maior sonho era me tornar piloto. Guardo na lembrança as apresentações que eu assistia, ainda nos ombros do meu pai. O cheiro de querosene, a narração, e toda aquela atmosfera que desde sempre chamou muito minha atenção. Quando adolescente, eu ia de ônibus aos finais de semana para observar os aviões durante a tarde toda. Com o passar dos anos — e quando tive condições —, eu iniciei o curso de piloto privado no aeroclube. Por meio da aviação experimental (ultraleves), eu conheci pessoas incríveis no outro lado do aeroporto. Tantos que mal poderia citar em poucas linhas. São amigos que mantenho contato até hoje. Após sair da carreira bancária, decidi participar do processo seletivo da Azul Linhas Aéreas em 2015 para uma vaga de analista de demanda em Barueri/SP. Naquela ocasião, as contratações foram suspensas, mas um ano depois quando a Azul anunciou a vinda para Ponta Grossa, iniciando mais um grande capítulo na história do aeroporto de Ponta Grossa, participei do processo seletivo e passei. Então, retomamos os voos comerciais em Ponta Grossa junto com aquela equipe. Eu era operador aeroviário (cuidava da operação de solo bem como meus colegas). Eu tinha um excelente relacionamento com todos os funcionários do aeroporto (aeromecânica, hangares, aeromédico, aeroclube, guarda municipal e os demais funcionários). Em março de 2020 os voos foram suspensos por conta da pandemia. Mas ainda mantive uma frequência de visitas naquele lugar que tanto me fazia bem.  Quando os voos foram retomados no final de 2021, voltei para o aeroporto e fiquei ali até 2023, quando precisei dar atenção aos meus investimentos e carreira fora da aviação. Até hoje mantenho contato com muitos amigos que o aeroporto me deu. O Aeroporto Sant’Ana é um lugar vivo que me proporcionou muitas alegrias, ensinamentos, oportunidades de ajudar outras pessoas, conhecer alguns intérpretes da música que eu sempre admirei, mas o melhor  presente de todos: o aeroporto me deu vários amigos. Por isso, guardo com carinho muitas fotos do período em que estive diariamente lá."

Anna Claudia Morais de Oliveira Capote

27 anos - farmacêutica

 

"Minha mãe trabalhava aos sábados quando eu e meu irmão éramos crianças. Meu pai, então, comprava salgadinhos e refrigerante, e nos levava para andar de bicicleta lá no aeroporto."

Adriele Ap. Rosador Monteiro

35 anos - tecnóloga em radiologia

 

"Íamos todo final de semana no aeroporto Sant’Ana, pois o pai da minha amiga era sócio fundador do aeroclube. Íamos na sexta e voltávamos no domingo. Vimos também muitos saltos de paraquedistas, voos de instruções, era muito divertido. Meu sonho era ser pilota dos paraquedistas."

Pamela Has

37 anos - administradora

 

"Tenho a lembrança de ir com meu falecido avô e minha avó. Quando tinha 11 anos, fui convidada por um piloto que estava na cidade fazendo apresentações para conhecer o interior do avião de perto e dar uma volta junto com ele, foi uma experiência única e que nunca vou esquecer."

Marcos Alberto Malucelli Klas

@marcosmalucelliklas

 

"Eu tenho uma memória que deu rumo à minha vida e começou no Aeroporto Santana. Fiz meu curso de pilotagem aí, na época a Escola Piper de Aviação tinha um avião baseado no aeroporto e eu vinha de Palmeira para fazer meus voos. E, como era meu desejo, segui carreira na aviação, voando inicialmente como piloto executivo e depois tive oportunidade de trabalhar na aviação comercial, sempre na TAM / LATAM, onde me aposentei depois de 35 anos trabalhando nesta empresa e completei 44 anos como piloto. Na TAM / LATAM tive oportunidade de voar todos os aviões, começando como co-piloto no Bandeirante, que levava 14 passageiros, e terminei como comandante no Boeing 777, que leva 400 passageiros em voos internacionais, passando pelo Fokker 27, Fokker 100, Airbus A330 e A350 e pelo MD11. O começo no Aeroporto Santana, ainda com a pista de terra, estará sempre na minha memória."

Érica Fernanda Schneider de Almeida.

38 anos - assistente de educação

 

"Conheço o aeroporto desde os 7 anos de idade, quando me mudei pro Cará-Cará. Na época, era um lugar de lazer aos finais de semana.  Quando tinha salto com paraquedas aos sábados, ou domingos, sempre íamos para ver de perto. Eu e minha família sentávamos no gramado e observávamos os saltos. Para mim, era uma aventura ver a coragem daquelas pessoas."

Ana Luísa Cardoso

18 anos - estudante

 

"Em minha infância, geralmente aos domingos, minha família e alguns amigos iam até o aeroporto para andar de bicicleta, soltar pipa, brincar e fazer piquenique. Eram tardes divertidas, de boas risadas, que faziam o tempo passar voando. Hoje em dia é só nostalgia, pois quando eu passo com o ônibus pelo aeroporto fico lembrando dos momentos bons que vivi lá."

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CRÔNICA

Entre lamparinas e memórias

por Érica Busnardo

É noite, e o avião precisa pousar em Ponta Grossa. Não há rádio, não há luzes na pista, não há voz autorizando a aproximação. O que existe naquele trecho de terra no Cara-Cará é um acordo silencioso, repetido tantas vezes que deixou de ser exceção para virar rotina. A “torre de controle” é uma família.


Antes de iniciar a descida, o piloto passa baixo sobre uma casa. Uma vez. Depois outra. Não é acaso, é aviso. Lá embaixo, ninguém se assusta. Já aconteceu outras vezes. Em poucos minutos, a família se transforma em equipe de solo e entra em ação. Já no aeroporto, do porta-malas do ‘Dojão’ saem as lamparinas, abastecidas de querosene e acesas por mãos que conhecem o tempo do vento. Em seguida, são levadas até a pista e distribuídas com rapidez ao longo das laterais, formando duas linhas de luz trêmula no escuro.


Em cada cabeceira, um carro parado, com faróis acesos, marca o início e o fim da pista. Do alto, o piloto enxerga o suficiente. Não há balizamento fixo, não há torre emitindo autorização de pouso, não há protocolo. Há confiança. Então, o piloto alinha o avião e toca o solo.    


Hoje, as lamparinas pertencem ao passado e à memória de quem conta a história. Muito antes de qualquer estrutura consolidada, o aeroporto Sant’Ana já funcionava, sustentado por gente que compreendia o que precisava ser feito e encontrava meios de fazer acontecer. Foi nesse chão, primeiro de terra, que o aeroporto começou a se formar, mais como resposta a uma necessidade do que como um projeto desenhado. Um lugar que aprendeu a existir junto com quem o ocupava, crescendo devagar, acompanhando o tempo das pessoas que fizeram dele um espaço possível.


Entre essas pessoas está Antônio Amilton Beraldo. Ainda menino, ele já escrevia o próprio nome seguido de uma palavra que não era sonho distante, mas uma convicção repetida até ganhar forma: piloto. “Beraldo piloto”. Repetia isso nos cadernos, nos papéis, onde coubesse, como quem testa um destino até caber nele. Cresceu. Voou. 


E fez mais que isso. Incomodado com a dificuldade que enfrentou para se formar, decidiu abrir caminho para outros. Fundou o aeroclube, incentivou novos pilotos, transformou o aeroporto em ponto de partida para muitas histórias que vieram depois. Quando partiu, em 2004, o nome permaneceu. Dois anos depois, o aeroporto passou a se chamar Aeroporto Comandante Antônio Amilton Beraldo, como quem devolve ao céu o gesto de acreditar.
Com o passar dos anos, vieram o asfalto, os equipamentos, os procedimentos. A cidade se aproximou, o aeroporto ganhou novas formas de operar, novos limites e outras possibilidades. Houve tentativas de expansão, momentos de maior movimento e outros de silêncio mais prolongado. 


Hoje, no aeroporto, pousam aviões e decolam histórias. Para quem olha de fora, é estrutura. Pista, hangar, operação. Para quem ficou, é mais que isso. É quase extensão da casa, território de descobertas, lugar onde o futuro começou a tomar forma. Há quem tenha crescido ali sem perceber onde terminava o aeroporto e começava a vida. 
Marcelo Beraldo é um deles. No colo da mãe, já ouvia o som dos motores ao fundo. Mais tarde, ainda menino, ajudava o pai, Antônio Amilton Beraldo, a acender e posicionar as lamparinas que, no escuro, guiavam os pousos.

 

Era assim que crescia, entre a pista e a casa. Enquanto outras famílias buscavam descanso em outros lugares, os Beraldo encontravam no aeroporto o próprio espaço de convivência. O tempo passou, o movimento aumentou, a estrutura mudou, mas o vínculo permaneceu. A presença de Antônio, marcada pela paixão pela aviação, seguiu atravessando as gerações da família, como herança que nunca precisou ser imposta.


Em outro ponto dessa história está Frederico João de Geus. Para ele, o Aeroporto Sant’Ana não é apenas um lugar de voos, mas o espaço onde parte importante de sua trajetória na aviação se desenvolveu. Foi ali que o sonho de voar deixou de ser imaginação e passou a existir na prática, entre tentativas, erros e aprendizado direto na pista.  


O aeroporto funcionou como um laboratório aberto. Na pista do Sant’Ana, ele testou o primeiro autogiro que construiu em casa. Era uma aeronave leve, de asas rotativas, semelhante a um helicóptero. Sem instrução formal, precisou inventar o próprio método.

 

O primeiro “voo” não era decolagem livre. O autogiro era puxado por um carro, preso por uma corda, e subia alguns metros enquanto o veículo acelerava na pista. Depois pousava e o processo recomeçava. Foi nesse improviso repetido e nos voos que foram sendo aprimorados que ele acumulou horas de experiência e aprendizado real. 


Naquele tempo, o Sant’Ana era mais silêncio do que movimento. O fluxo era pequeno, e quem permanecia por ali acabava fazendo parte da rotina. Foi nesse ambiente que Frederico se formou na prática. Primeiro como aluno da recém-chegada escola de aviação, depois como presença constante no espaço. Mais tarde, resolveu um problema essencial do funcionamento local ao comprar e reorganizar o posto de combustível, que manteve ativo por quase 20 anos.


Frederico permaneceu ali por décadas, acompanhando as mudanças e vendo o movimento crescer. Voou enquanto pôde, atravessando diferentes fases do Sant’Ana e deixando, sem alarde, sua própria marca na história do lugar.


O Aeroporto Comandante Antônio Amilton Beraldo permanece, entre o concreto e o vento, não apenas como um lugar de chegada e partida. Aos 77 anos, carrega mais que isso. Guarda camadas de um passado que ainda respira no presente. As luzes mudaram, os protocolos se multiplicaram, o mundo ficou mais técnico, mais previsível. Mas há coisas que não entram em checklist. 


São histórias e memórias, como a de Antônio Beraldo, que orientou pousos noturnos com luzes improvisadas; a de Frederico, que testou o fôlego da própria invenção amarrada a uma corda; e a de tantos outros colaboradores anônimos que insistiram, dia após dia, para que aquele pedaço de pista continuasse existindo. 


Essas pessoas não esperaram o futuro ser desenhado por mãos alheias. Abriram caminho para que o progresso tivesse onde tocar o solo. Se o balizamento luminoso hoje define o traçado da pista, é porque antes houve a lamparina. Se a operação é precisa, é porque nasceu do improviso de quem não tinha torre, mas tinha coragem.


No fim, o que sustenta tudo isso não é apenas técnica. É um acúmulo de persistências, dessas que atravessam gerações, resistem ao tempo e continuam, silenciosamente, sustentando o que hoje parece pronto.

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Direção Geral e Arte-Educadora: Rafaela Prestes
Produção e Comunicação: Eduardo Godoy
Assistente de Produção e Edição: Tamires Limurci
Antropóloga: Aila Villela Bolzan
Coordenadora de Educação Patrimonial: Ellen Biora
Coordenadora de Pesquisa Territorial: Marcela Bettega
Historiadora Museóloga: Milena Mayer
Historiador Pesquisador: Eduardo Terleski

Identidade visual: Guto Stresser
Fotografias: Rogério Junior
Ilustração: Alisson Nascimento
Croqui: Rute Yumi
Crônica: Érica Busnardo

Narração do podcast: João Agner

Edição do podcast: Luiz Vinicius Piralinda
Estagiários: Ana Luiza Severo, Gabriel Ribeiro,

João Fogaça e Vinicius Orza

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