
Paróquia
Santa Luzia
BAIRRO:
Chapada
A comunidade teve início em 1978, com celebrações realizadas nas casas dos moradores da Vila Congonhas. A partir de 1980, iniciou-se a construção da capela em sistema de mutirão, organizada pela própria comunidade. Ao longo das décadas, o espaço passou por ampliações estruturais e fortalecimento das atividades religiosas e, em 2025, foi elevado oficialmente à condição de paróquia.

Lidia Dobzynski
@lidiadobzynski
"Eu conheci essa comunidade antes dessa igreja ser construída. Tinha um galpão do lado e ele fazia celebração da palavra. Aí eu tinha meus 13 anos, fiz catequese e vi essa igreja ser construída. Ajudamos a limpar o terreno. Fiz catequese de crisma ali, ajudei no grupo de jovens, fui catequista, depois casei e mudei dali. Hoje moro em Curitiba, sou catequista ainda, Ministra da Eucaristia e tenho orgulho de ter aprendido muito nessa comunidade de fé. Minha base de juventude, agradeço a Deus por ser instrumento dele nascida dessa comunidade."
Josiane Tozetto Haura
37 anos - motorista
"Conheci esse lugar quando era criança, desde que era a capela Santa Luzia e pertencia a Paróquia São Pedro Apóstolo no Sabará. Um momento importante que marcou bastante foi o Cerco de Jericó, onde tive uma experiência muito boa. Lá, deixei de lado o comodismo e procurei fortalecer a fé. Ali consegui sentir o agir de Deus transformando minha vida e curando muitas feridas."
Claudineia Ap. Nascimento
52 anos - cuidadora de idosos
"Conheci a antiga capela em 1983 quando fui morar no núcleo. Lá, frequentei durante 20 anos. Acompanhei seu desenvolvimento e fiz parte de movimentos católicos. Participei de um grupo de jovens, o Legião de Maria, e por algum tempo fui responsável pela limpeza da capela e fazia os 'murais' dos domingos. Lá também restaurei algumas imagens sacras em gesso. Também dei aulas de catequese e participei de festas e almoços."
Daniel Solda
@solda_daniel
"Nasci e cresci na então Capela Santa Luzia, hoje Paróquia. Muitas histórias. Muitos bons momentos e recordações. Aqui eu aprendi como é viver em uma comunidade de fé e que trabalha pelo bem comum. Fruto de tantas vocações: sacerdotais, religiosas e leigas. Em especial meu irmão Frei Dimas. Juntos formamos há quase 30 anos o Coral Santa Luzia. Agradeço a Deus por tantas bênçãos, carinho e amizades. Que o Senhor Deus e Santa Luzia continuem abençoando a todos os membros, em especial minha família, que continua firme neste propósito de vida em comunidade nesta Paróquia. Estarão sempre em minhas orações e em meu coração."
Flavia Burgardt
@flaviaburgardt
"Eu cresci dentro da igreja da Paróquia Santa Luzia. Minha avózinha me incentivava sempre, eu era coroinha e da infância missionária. Hoje em dia pertenço a Paróquia Espírito Santo, sou ministra, faço parte das pastorais do dízimo, familiar e liturgia. Sou tão devota a Santa Luzia que Deus me presenteou com o nascimento da minha filha no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia."
Cassiana Ferreira
@cassiana_fgf
"Cresci e sempre participei com a minha família na comunidade Nossa Senhora Aparecida, da 31 de Março. Mas, quando eu era criança, minha mãe fez uma promessa a Santa Luzia pelo bem dos meus olhos. Todos os anos, até meus 15 anos, levava até os pés da imagem da santa nesta igreja uma fita do tamanho da minha altura."
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CRÔNICA
Capela, casa e família
por Érica Busnardo
A história de Roseli Garcia com a paróquia Santa Luzia não começa na porta da igreja. Começa na porta de casa. Ela participa desde a inauguração, mas sua caminhada vem de antes das paredes prontas. Em 1982, quando ainda não havia capela erguida, aconteceram as Santas Missões. Padres vindos de Aparecida (SP) passaram uma semana na comunidade. Visitavam as casas, rezavam com as famílias, ouviam histórias. Roseli lembra bem. “Foi lindo”, diz. A fé circulava de porta em porta.
As celebrações aconteciam no barracão simples, erguido pela comunidade. Foi ali que os fiéis se reuniam enquanto a construção da paróquia Santa Luzia definitiva ainda era sonho e esforço. Roseli ajudava como podia. E podia muito. Cozinhava para a multidão que trabalhava na obra, preparava almoço para quem levantava a obra, acolhia os padres que chegavam para ajudar na organização da futura paróquia.
A capela, para ela, sempre foi família. Foi a primeira catequista. As aulas aconteciam em sua casa. Depois passaram para a escola, mas o começo foi entre paredes domésticas, com crianças sentadas ao redor da mesa, aprendendo as primeiras orações. Enquanto uns carregavam tijolos, ela ajudava a formar a base invisível da igreja: a fé ensinada.
Roseli guarda na memória os freis visitando as casas durante as missões. Guarda também o cheiro da comida sendo preparada para os trabalhadores, o movimento das panelas grandes, a comunidade reunida. E guarda as festas. Entre os eventos organizados para arrecadar recursos, um criou raiz e atravessou os anos: a costela fogo de chão, que até hoje reúne moradores até mesmo de outros bairros.
A história de Roseli acompanha a da capela. Começa com a construção, passa pelo barracão, pelas missões, pela catequese na sala de casa e segue até hoje. Para ela, a igreja nunca foi só um prédio. Sempre foi mesa posta, porta aberta e gente reunida.


Direção Geral e Arte-Educadora: Rafaela Prestes
Produção e Comunicação: Eduardo Godoy
Assistente de Produção e Edição: Tamires Limurci
Antropóloga: Aila Villela Bolzan
Coordenadora de Educação Patrimonial: Ellen Biora
Coordenadora de Pesquisa Territorial: Marcela Bettega
Historiadora Museóloga: Milena Mayer
Historiador Pesquisador: Eduardo Terleski
Identidade visual: Guto Stresser
Fotografias: Rogério Junior
Ilustração: Alisson Nascimento
Croqui: Rute Yumi
Crônica: Érica Busnardo
Narração do podcast: João Agner
Edição do podcast: Luiz Vinicius Piralinda
Estagiários: Ana Luiza Severo, Gabriel Ribeiro,
João Fogaça e Vinicius Orza


